
Barra final,
Marcaste o fim da minha composição.
Cesura entre nós os dois.
Convalescença de alma.
Tudo o que passou, tudo o que já foi transcrito
Perdeu o seu cordão umbilical.
O que é feito das vezes em que nadámos no Letes
Despreocupados do tempo que escumava,
Do tempo que nos tornava ingénuos?
Éramos sibilas,
Virgens,
Cupidos de flechas infrutuosas.
Passos enodoaram os caminhos,
O trinitariarismo descobriu-se sem pai, sem filho e sem espírito santo.
Sail away
Pequeno barco-fantasma,
Serreando num cerúleo profundo.
Sirena de canções hipnotizantes,
Vamos brincar à mímica,
Fazer de conta que não és apenas o meu amigo imaginário.
Adeus insurgido corvo,
Adeus frágil borboleta,
Adeus puerilidade,
Adeus quimera de utopia.
Fecharam-nos a todos na sala dos espelhos
E no entanto só a minha imagem se reflecte
Enquanto coarctamos e ofegamos por um pouco de ar.
*
Avelhentado piano,
Esquecida boneca de trapos,
Dado lançado ao abysmo,
Retrato sem cor,
Relógio sem corda.
Pedra, papel ou tesoura?
Somos todos górgonas destruídos pela própria imagem.
Lira e plectro,
Dançantes oressas,
Grinaldas e clavas,
Poetas,
Figuras veladas,
Hymnos,
Somos tudo e somos nada,
Somos passado, presente e futuro.
SOMOS E NÃO SOMOS.
Além bóreas,
O sol aquece-nos 24 horas por dia,
Lemúria reveste-se…
Dá cor ao ouro.
Voamos em espaço interestelar,
Aqui consegue-se tocar no éter
E lá em baixo tudo nos parece claro e simples.
Pervasive Healing-ThanatoSchizO
Marcaste o fim da minha composição.
Cesura entre nós os dois.
Convalescença de alma.
Tudo o que passou, tudo o que já foi transcrito
Perdeu o seu cordão umbilical.
O que é feito das vezes em que nadámos no Letes
Despreocupados do tempo que escumava,
Do tempo que nos tornava ingénuos?
Éramos sibilas,
Virgens,
Cupidos de flechas infrutuosas.
Passos enodoaram os caminhos,
O trinitariarismo descobriu-se sem pai, sem filho e sem espírito santo.
Sail away
Pequeno barco-fantasma,
Serreando num cerúleo profundo.
Sirena de canções hipnotizantes,
Vamos brincar à mímica,
Fazer de conta que não és apenas o meu amigo imaginário.
Adeus insurgido corvo,
Adeus frágil borboleta,
Adeus puerilidade,
Adeus quimera de utopia.
Fecharam-nos a todos na sala dos espelhos
E no entanto só a minha imagem se reflecte
Enquanto coarctamos e ofegamos por um pouco de ar.
*
Avelhentado piano,
Esquecida boneca de trapos,
Dado lançado ao abysmo,
Retrato sem cor,
Relógio sem corda.
Pedra, papel ou tesoura?
Somos todos górgonas destruídos pela própria imagem.
Lira e plectro,
Dançantes oressas,
Grinaldas e clavas,
Poetas,
Figuras veladas,
Hymnos,
Somos tudo e somos nada,
Somos passado, presente e futuro.
SOMOS E NÃO SOMOS.
Além bóreas,
O sol aquece-nos 24 horas por dia,
Lemúria reveste-se…
Dá cor ao ouro.
Voamos em espaço interestelar,
Aqui consegue-se tocar no éter
E lá em baixo tudo nos parece claro e simples.




